CIDADE DO VATICANO - As mãos juntas, ajoelhados, os devotos da Madre Teresa de Calcutá não esconderam a emoção durante a cerimônia de beatificação da religiosa que dedicou a vida aos pobres.
''Sim, eu a conheci'', declarou, orgulhosa, a irmã Maria, usando o tradicional sari branco das integrantes das Missionárias da Caridade, a congregação fundada pela Madre.
A jovem religiosa, que viajou do Iêmen ao Vaticano para a cerimônia, trabalha num dos abrigos das Missionárias da Caridade, congregação que tem filiais em cem países.
Diante de um enorme estandarte com a fotografia da religiosa diante da Basílica de São Pedro e descoberto para veneração pública tão logo foi proclamada beata pelo Papa João Paulo II, os devotos da chamada ''santa dos pobres'' explodiram em aplausos.
''O que Madre Teresa fez pelos pobres poucos poderão repetir'', assegurou Giuseppina, italiana de Viterbo, a 100 km de Roma, que madrugou para assistir à cerimônia.
Outros chegaram de lugares mais remotos, como Janie, 26 anos, da Nigéria, e Patricia que viajou desde os Estados Unidos.
''Era uma pessoa boa e exemplar'', comentou Patricia Macca, que veio de Nova York especialmente para assistir à beatificação.
Um grupo de brasileiros também estava presente para prestar sua homenagem ao Papa.
''Sou admiradora da Madre Teresa desde os anos 60, sempre apoiei seu trabalho e acredito realmente que seja uma santa'', afirmou Rosemary Tudor.
Muitos dos assistentes, vítimas de enfermidades, estão convencidos de que a nova beata é uma santa de verdade.
Uma senhora americana da Flórida, vítima de câncer, viajou para orar por uma cura.
Vasko, de 33 anos, nascido na Macedônia e de pais albaneses, como Madre Teresa, teria feito qualquer coisa para não faltar ao evento ''histórico''.
Muitos albaneses, alguns na Itália há anos, se sentiam orgulhosos pelo reconhecimento à Madre Teresa e exibiam a bandeira negras de seu país.

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