Emissários observam a colonização israelense
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de novembro de 2001
Jean-Luc Renaudie<br>France Presse<br> De Jerusalém 
Os dois emissários norte-americanos encarregados de estabelecer um cessar-fogo no Oriente Médio começaram ontem reuniões na Cisjordânia com dirigentes palestinos, nas quais comprovaram a amplitude da colonização israelense. Terça-feira, o subsecretário de Estado para o Oriente Médio, William Burns e o general aposentado, Anthony Zinni, se reuniram com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, num dia marcado por dois ataques palestinos nos quais morreram seis pessoas.
Os emissários estiveram reunidos, ontem, com o presidente palestino Yasser Arafat em Ramalah, Cisjordânia, compartilhando a ceia de ruptura do jejum do Ramadã.
Zinni e Burns realizaram uma visita à Cisjordânia que lhes permitiu comprovar a extensão das colônias, que reúnem cerca de 200 mil israelenses, segundo autoridades palestinas.
A visita foi organizada pelo consulado norte-americano em Jerusalém, afirmaram fontes diplomáticas, sem dar maiores informações.
O governo de direita israelense, submetido a forte pressão internacional para que congele a colonização, defende a extensão das colônias existentes para responder ''ao crescimento natural de sua população''.
As colônias instaladas nos territórios ocupados são um dos principais pontos de discórdia entre israelenses e palestinos e uma das maiores razões da cólera palestina que provocou a Intifada.
O secretário-geral do gabinete palestino, Ahmad Abdelrahmán, declarou ao jornal palestino que a Autoridade Palestina ''desejava sucesso à missão americana e que estava disposta a aplicar seus compromissos para um cessar-fogo''.
ArafatOs dois ataques palestinos praticados contra civis israelenses enfraqueceram ainda mais o presidente palestino Yasser Arafat antes de sua entrevista com os dois emissários dos EUA que dizem esperar dele fatos e não palavras para que cesse a violência. Entretanto, o líder palestino reiterou, no encontro, o que havia dito na véspera, que ''está 100% a favor do processo de paz''.


