EMIGRAÇÃO ILEGAL - CPI diz que brasileiros foram maltratados nos EUA
O relatório final da CPI da Emigração Ilegal lista 42 depoimentos de brasileiros detidos na fronteira dos Estados Unidos que afirmam ter sido vítimas de maus-tratos pelas autoridades norte-americanas. O presidente da comissão, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), defende que as pessoas sejam indenizadas pelo governo dos EUA. A Embaixada dos EUA informou que só irá se manifestar sobre o caso após a votação do relatório, que foi marcada para a quarta-feira da semana que vem. Nove dos 42 depoimentos são de mulheres. A maioria das queixas sobre as prisões norte-americanas é falta de alimentação, frio e higiene precária. Além dos maus-tratos, houve três brasileiros que afirmaram ter sido roubados por autoridades norte-americanas. Um deles é Giovani Ângelo Bisi Filho, residente de Coronel Fabriciano (MG). Os depoimentos revelam as precárias condições das prisões para imigrantes ilegais. Com mais de 556 páginas, o relatório pede o indiciamento de dois prefeitos e um empresário goiano que seriam financiadores de emigrantes ilegais. Além disso, mostra a identificação de 12 rotas de acesso aos EUA através do México. No relatório, há um capítulo sobre Jean Charles de Menezes, morto em Londres em julho de 2005 ao ser confundido pela polícia britânica com um suposto terrorista.
Criada em maio do ano passado, a comissão também apurou a emigração ilegal em outros seis países, como Japão e Reino Unido.
Os Estados Unidos foram o primeiro país a estabelecer uma Embaixada em Brasília. O terreno da Embaixada, doado pelo governo brasileiro, foi oficialmente escolhido pelo então Secretário de Estado John Foster Dulles, em visita à Brasília, em 1958, na companhia do Presidente Juscelino Kubitschek.





