Emboscada mata 250 soldados russos
Associated Press
De Moscou
A conquista da estratégica cidade chechena de Argun pela Rússia, ontem, foi ensombrecida na mídia russa por dois episódios que tendem a ter maior repercussão para o conflito nos próximos dias: a chacina de pelo menos 40 refugiados pelas tropas russas, perto da capital da Chechênia, Grozny, e a morte de cerca de 250 soldados russos emboscados pelas forças rebeldes na região de Urus-Martan.
Os refugiados estavam em um comboio de um ônibus e seis carros que saíram pela manhã de Grozny em direção à vizinha república russa da Ingushétia. Depois de percorrer 3 quilômetros, o grupo se deparou com um destacamento russo, que abriu fogo com fuzis e metralhadoras, sem nada perguntar antes.
De acordo com uma das sobreviventes, Taísa Aidamirova, de 27 anos que ficou levemente ferida , os tiros atingiram o tanque de combustível do ônibus, que se incendiou. Já a emboscada sofrida pela unidade russa, se confirmada, foi a maior baixa sofrida pelas tropas federais na atual guerra na Chechênia. De acordo com o vice-ministro da Defesa da Ingushétia, Ali Dudarov, os soldados foram cercados por rebeldes chechenos e derrotados após um pesado combate. Duzentos russos morreram na batalha e os outros 50 foram presos e depois executados, segundo Dudarov.
Esse teria sido o real motivo, conforme explicou, do fechamento dessa passagem pela manhã, principal rota de saída da Chechênia. O alto comando russo relatou as perdas de apenas 7 soldados na batalha pela conquista de Argun e justificou o fechamento da fronteira por uma pane nos computadores que registram a entrada de refugiados.





