Foram realizados ontem, em Bagdá, os funerais coletivos de 27 bebês que, segundo as autoridades iraquianas, morreram devido à falta de medicamentos, consequência direta do embargo imposto pela ONU ao Iraque.
As pessoas que participavam do enterro pararam, antes de entrar no cemitério, diante do prédio onde funciona o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), em sinal de protesto contra o embargo que vem acontecendo desde a invasão do Kuwait, em agosto de 1990.
A multidão levava cartazes com os dizeres: ‘‘Por que têm que morrer as crianças do Iraque?’’, em meio a refrões com palavras hostis aos Estados Unidos.
Segundo o Ministério da Saúde iraquiano, 33.000 crianças iraquianas menores de 5 anos morreram no primeiro semestre de 1998 por causa do embargo.
A maior punição imposta pela ONU ao Iraque há oito anos, só pode ser levantada se a comissão encarregada do desarmamento iraquiano (UNSCOM) se certificar de que o Iraque não possui mais armas de destruição em massa. Os desentendimentos entre o governo iraquiano e a comissão dificultam ainda mais a solução para o problema.France PresseProtestoMulheres choram antes do enterro de 27 bebês mortos em BagdáFrance Presse

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