Os Estados Unidos aumentaram sua pressão ontem sobre Pequim, ao pedir para entrar em contato imediato com os 24 membros da tripulação do avião espião de sua Marinha que foi obrigado a fazer um pouso de emergência no sul da China, após chocar-se com um aparelho de combate chinês.
‘‘É inexplicável, inaceitável e igualmente preocupante para o Governo dos Estados Unidos que a tripulação não tenha podido comunicar-se ainda com o exterior’’, declarou o embaixador norte-americano na China, Joseph Prueher, em uma entrevista à imprensa organizada 32 horas depois da colisão.
O avião de vigilância eletrônica da Marinha norte-americana, que sofreu danos ao chocar-se com um caça chinês nas costas meridionais da China, teve de fazer um pouso de emergência no aeroporto de Lingshui, situado perto da cidade de Sanya, na ilha chinesa de Hainan. A bordo do aparelho, se encontravam 24 tripulantes, que estão sãos e salvos, segundo informações das autoridades chinesas às norte-americanas.
O embaixador dos EUA pediu a Pequim que se atenha aos procedimentos internacionais concernentes aos pousos de emergência e abra rapidamente os canais de comunicação para determinar as causas do choque entre o avião dos Estados Unidos e o caça chinês.
Washington mandou ontem a Hainan três autoridades militares, entre as quais o general Neal Sealock, adido militar da embaixada norte-americana em Pequim, para tentar conseguir a devolução do aparelho.

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