Brasília - O embaixador da Venezuela, Alberto Castelar, não compareceu novamente ontem a uma cerimônia de entrega de cartas credenciais a representantes estrangeiros no Palácio do Planalto com o presidente interino, Michel Temer. O embaixador foi informado pelo Palácio do Itamaraty sobre a solenidade, uma vez que ele está apto a receber o documento. Segundo a reportagem apurou, contudo, ele preferiu permanecer na Venezuela. No mês passado, em cerimônia semelhante, o embaixador justificou a ausência a um quadro de enfermidade.
Temer entregou ontem cartas credenciais a embaixadores da Austrália, Argentina, Colômbia, África do Sul, Peru, Bolívia, entre outros. A ideia era que a Venezuela também participasse da cerimônia, assim como Islândia e Butão, que não compareceram. O recebimento da carta credencial é uma formalidade que tem como significado o reconhecimento pelo Brasil da legitimidade do embaixador para representar seu país.
Em maio, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse ter chamado o embaixador à Venezuela, o que foi lido como represália ao que Caracas considera um "golpe de Estado" contra a presidente afastada, Dilma Rousseff. Na sequência, o governo venezuelano avisou ao Brasil que não se tratava de represália.

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