São Paulo - O embaixador do Brasil em Tegucigalpa, Zenik Krawctschuk, disse ter sido informado durante a madrugada pelas autoridades hondurenhas sobre a morte do brasileiro, identificado como Adilio Gomes Sobral, no incêndio ocorrido na terça-feira à noite no presídio de Comayagua, a 75 quilômetros da Capital. A origem, a idade e a filiação do morto são desconhecidas. Segundo o diplomata, também não se sabe o motivo de sua prisão em Honduras.
O embaixador disse que espera informações adicionais para tomar as providências devidas, como fazer o traslado do corpo, se for o caso.
O diplomata afirmou ainda que a embaixada fez, em dezembro do ano passado, um levantamento em todas as 24 unidades carcerárias do país, em busca de brasileiros, mas que nenhum havia sido localizado.
Anteriormente, a coordenadora dos procuradores do Ministério Público, Danelia Ferrera, havia dado a informação em entrevista ao jornal local La Prensa. Entre as vítimas de outras nacionalidades estão ainda um mexicano, um guatemalteco e um salvadorenho.
No total de mortos estão incluídos os dois óbitos que ocorreram nos hospitais em consequência dos ferimentos causados pelo acidente, cujas causas estão sendo investigadas pelas autoridades.
O incêndio ocorreu por volta da meia-noite de terça-feira, por causas ainda não esclarecidas. Autoridades investigam se o fogo decorreu de um curto-circuito ou foi provocado por detentos que davam início a uma rebelião.
Ontem foi concluída a transferência dos corpos das vítimas para Tegucigalpa, onde equipes de médicos legistas já trabalham na identificação. Os corpos dos dois presos que morreram no hospital foram entregues aos familiares, confirmou à imprensa local o procurador-geral, Roy Urtecho.
De acordo com os dados disponíveis, 30 presos foram levados para hospitais de Comayagua e Tegucigalpa, com queimaduras e fraturas. Alguns deles já estão de volta à penitenciária, situado a 80 quilômetros da capital hondurenha.

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