Em consequência de uma ameaça ‘‘direta, específica e crível’’ de atentado à bomba, a embaixada dos Estados Unidos em Israel foi fechada ontem por ordem expressa do embaixador Edward Walker. ‘‘O embaixador dispensou todos os funcionários e diplomatas até segunda-feira, por medida de precaução’’, avisou Larry Schwartz, porta-voz da representação, que fica perto de uma das praias da cidade.
Schwartz evitou dar detalhes sobre o teor da ameaça - se ela partiu de um indivíduo isolado ou de um grupo terrorista. Mas, segundo a imprensa israelense, a embaixada recebeu ontem um telefonema anômino, alertando que o edifício seria ‘‘dinamitado’’ na passagem do ano.
Uma outra informação, divulgada por uma emissora de rádio local, falava de uma ameaça de morte contra o embaixador Walker e outros diplomatas americanos. ‘‘Não realizamos ainda nenhuma inspeção no edifício’’, acrescentou o porta-voz.
Logo após o recebimento da ameaça, o embaixador americano entrou em contato com agentes da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) e com o Mossad (serviço secreto israelense) para determinar a origem do telefonema. Simultaneamente, as autoridades militares israelenses cercaram a embaixada com espessos blocos de cimento e reforçaram a guarda externa, com unidades especiais do Exército que atuam na fronteira libanesa. Um caminhão foi interceptado pelos seguranças e impedido de descarregar mercadorias numa loja das imediações.
‘‘Preciso urgentemente de um visto para ir aos Estados Unidos, mas a guarda me disse que a embaixada só abre na semana que vem’’, lamentou Shahar Yaron, um comerciante israelense de 25 anos, residente em Tel-Aviv.
‘‘As providências adotadas pelo embaixador estão de acordo com as estritas orientações sobre segurança recebidas de Washington’’, destacou o porta-voz Larry Schwartz. As autoridades americanas vêm reforçando a segurança de suas embaixadas em todo o mundo desde os atentados à bomba de 7 de agosto contra as representações do país em Nairobi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia).

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