Embaixada dos Estados Unidos em Atenas é atingida por foguete
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sábado, 13 de janeiro de 2007
Folhapress 
São Paulo - Um suposto atentado terrorista atingiu ontem a Embaixada dos EUA em Atenas, danificando a fachada do edifício, sem deixar vítimas. A ação faz crescer o receio em torno da retomada das atividades de extremistas de esquerda no país.
Policiais cercaram as ruas em torno do prédio após a explosão, ocorrida por volta das 6 horas (1 hora de Brasília). Um foguete atingiu o 1º andar do edifício, quebrando vidros de prédios vizinhos. ''Foi um ato de terrorismo. Não sabemos de quem partiu'', afirmou o chefe de polícia Asimakis Golfis. ''Havia um projétil que explodiu nos banheiros do prédio e foi disparado do nível da rua''.
Autoridades da Embaixada confirmaram que uma explosão atingiu o local, dizendo que a ação não deixou feridos. Segundo o embaixador dos EUA, Charles Ries, os danos foram ''pequenos''.
''Não há justificativa para tal ato de violência (...) A embaixada estava ocupada no momento do ataque, mas ninguém se feriu'', afirmou. Segundo ele, não houve aviso de ataque. ''Estamos tratando o incidente como um ataque sério, que está sendo investigado'', afirmou.
O ministro de ordem pública Vyron Polydoras afirmou que a Grécia ''condena veementemente'' o ataque ao prédio fortemente vigiado da Embaixada. ''Nós acreditamos que se trata de um ato simbólico'', afirmou. ''É uma tentativa de prejudicar as relações internacionais do país''.
Segundo o ministro grego de ordem pública, a polícia investiga a autenticidade dos telefonemas reivindicando a autoria do ataque em nome de um grupo extremista de esquerda. ''Houve um ou dois telefonemas, de interlocutores anônimos, que reivindicavam a autoria para a Luta Revolucionária'', afirmou Polydoras. Segundo ele, as ligações foram feitas para uma empresa de segurança privada.
Autoridades vasculham prédios de apartamento próximos da embaixada e um hospital da região para recolher evidências.
Este foi o maior ataque contra um alvo americano realizado na Grécia em mais de uma década, desde a prisão de membros do grupo extremista 17 de Novembro. Em 2003, 14 membros do grupo esquerdista foram condenados pela morte de 23 pessoas - entre elas, autoridades britânicas e turcas - e por dezenas de ataques com bombas.


