Sydney - Pelo segundo dia consecutivo, um grupo de jovens saiu às ruas da cidade australiana de Sydney, na noite de ontem e, portando tacos de beisebol, destruíram carros e fachadas de várias lojas, informou a rádio 2GB, citada pelo jornal australiano ''The Sydney Morning Herald''. A Austrália está 14 horas à frente do horário brasileiro.
Esse segundo episódio ocorreu na praia de Cronulla, nos arredores de Sydney, onde ontem cerca de 5.000 jovens - vários enrolados em bandeiras australianas e cantando músicas de cunho racista contra árabes - invadiram a praia e atacaram um grupo de jovens de aparência árabe, tentando agredi-los. Centenas de policiais, que já estavam no local, responderam à violência protegendo o grupo do linchamento.
A violenta manifestação dos jovens australianos foi uma resposta a um suposto ataque realizado por jovens de origem libanesa ocorrido na mesma praia no domingo. Moradores locais acusam os imigrantes de roubar os banhistas.
Segundo o ''Sydney Morning Herald'', há informações de que circulava, na noite de ontem, mensagens de texto por celulares, encorajando a retaliação contra a ação da polícia, que protegeu o grupo árabe e dispersou os manifestantes.
De acordo com a rádio 2GB, as pessoas observavam o grupo de jovens atacando lojas e carros ''em choque''. A polícia bloqueou várias ruas no local. Ainda segundo a rádio, policiais prenderam cinco pessoas e os motoristas ''ignoram os bloqueios da polícia''. ''Tudo está um caos, com ambulâncias e policiais indo e vindo de várias direções'', informou a 2GB. Até agora, não há informações sobre feridos nos episódios de violência.
O primeiro-ministro australiano, John Howard, realizou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, e condenou a violência. ''Atacar pessoas baseando-se na sua aparência é totalmente inaceitável, e deveria ser repudiado por todos os australianos'', afirmou.

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