Em novo encontro, potências não chegam a consenso sobre Síria
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Folhapress 
Nova York - Um novo encontro entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, a respeito de uma resolução contra a Síria, terminou na tarde de ontem sem consenso aparente.
Outra reunião realizada anteontem teve o mesmo desfecho, depois que a Rússia atravancou os debates sobre uma possível intervenção militar em reposta ao ataque com armas químicas ocorrido na semana passada.
Segundo diplomatas envolvidos, quem convocou a reunião foi a Rússia, aliada do ditador sírio Bashar Assad. A conversa aconteceu novamente a portas fechadas. Ao final da reunião, os participantes deixaram a sala sem comentar.
Estados Unidos, França e Reino Unido são favoráveis à intervenção. China e Rússia, que já vetaram resoluções anteriores, se opõem, dizendo que não há provas de que o ataque foi cometido pelo regime sírio.
Mais cedo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, informou que a equipe que investiga o uso de armas químicas na Síria deverá voltar de Damasco amanhã. No mesmo dia, deve apresentar dados preliminares sobre as pesquisas na área de um suposto ataque na periferia da capital síria.
Os inspetores entraram no terceiro dia de visitas à região de Ghouta, onde os rebeldes afirmam que houve um bombardeio com gás venenoso no dia 21. Na quarta-feira, o grupo recolheu amostras de sangue e terra, além de visitar um hospital de campanha e conversar com médicos e supostas vítimas do ataque químico.
Estados Unidos, França e Reino Unido disseram na terça que estão preparados para intervir na Síria, embora o ataque não deva acontecer nesta semana.
Assad disse que o país está pronto para uma agressão estrangeira. "As ameaças de agressão direta contra a Síria vão aumentar nosso comprometimento com os princípios fortemente enraizados e a vontade independente do nosso povo."


