Em Foz, ex-general manteve o silêncio
Durante sua estada em Foz do Iguaçu, o ex-general da reserva paraguaia, Lino César Oviedo, foi mantido sob forte esquema de segurança na central da Polícia Federal. A imprensa em momento algum teve oportunidade de falar com ele. O depoimento ao delegado e presidente do inquérito, Alexandre Creniti, durou cerca de 30 minutos. Segundo o delegado, Oviedo esteve todo o tempo tranquilo, mas não quis dar declarações.
A Polícia Federal brasileira vinha desde o pedido de prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal, investigando sobre as possibilidades de Oviedo, fugitivo desde março de 1999, estar em alguma das cidades da tríplice fronteira, Ciudad del Este no Paraguai, Puerto Iguaçu na Argentina e Foz do Iguaçu no Brasil. Não podemos revelar como chegamos até ele, mas a prisão foi fruto de muita investigação, disse Eudes Carneiro, delegado chefe da PF brasileira.
A prisão ocorreu por volta das 17 horas de domingo em um apartamento do residencial Naday, centro de Foz, mas com visão privilegiada para Ciudad del Este. Quinze homens da PF invadiram o local e encontraram Oviedo escondido no banheiro. O general, porém, não ofereceu resistência à voz de prisão feito pelo delegado José Ferri. Um dos proprietários do residencial disse que o apartamento estava alugado desde janeiro em nome de outra pessoa.
Por volta das 6h30 de ontem, uma forte escolta com aproximadamente 15 homens, acompanhou o carro que levou o general paraguaio até o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Um avião bimotor (PP-POY) da Polícia Federal decolou, por volta das 7 horas, para Brasília.





