O uso do correio como vetor de um ataque bioterrorista convenceu o serviço postal norte-americano a recorrer à tecnologia existente para destruir os germes eventualmente contidos na correspondência. Mas são técnicas pesadas e caras. A irradiação através de raios ionizantes evocada pelo chefe do serviço postal Jack Potter em resposta aos ataques, é uma ''técnica promissora'' segundo o Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC) de Atlanta.
Esta técnica, amplamente utilizada na indústria agro-alimentar, na medicina e até pela NASA permite ''matar ou enfraquecer os germes'' sem que os objetos irradiados se convertam em radiativos, segundo o CDC.
A irradiação pode ser praticada por três métodos.
A primeira e a mais antiga é a exposição do objeto potencialmente contaminado a raios gama emitidos por um elemento radiativo (cobalto 60 ou césio 137). Esta técnica é usada há 30 anos para a esterilização de equipamentos médicos e na luta contra o câncer.
Segundo método: o canhão de elétrons, um equipamento que o CDC compara à versão gigante do tubo catódico de um televisor. O canhão bombardeia os objetos a serem descontaminados com uma carga de elétrons. ''É necessária uma tela para proteger as pessoas da carga, mas não paredes maciças de cimento como no caso dos raios gama'', segundo a fonte.
Terceiro método: a irradiação com raios X. É a técnica mais recente, da mesma família que os equipamentos usados nos gabinetes dentários e nos hospitais para fazer radiografias.

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