Em Curitiba, comunidade árabe faz protesto contra ação militar de Israel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de agosto de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba Centenas de manifestantes fizeram ontem, no centro de Curitiba, ato contra a ação militar de Israel na Faixa de Gaza. A ação, organizada pela Sociedade Árabe Brasileira, pedia cessar-fogo definitivo e retirada das tropas israelenses da Palestina. Os manifestantes cobraram ainda uma postura mais enérgica do governo brasileiro em relação ao conflito.
"O Brasil tinha que criar coragem e interromper as relações com Israel. Há muitas companhias de seguro israelenses atuando aqui no Brasil. Os interesses de Israel nesta guerra são econômicos. Eles devem sofrer sanções econômicas", sugeriu o presidente da sociedade árabe, Mouth Ibrahim.
Para Ibrahim, o grande número de mulheres e crianças mortas na Faixa de Gaza deixa claro que o que está acontecendo "não é uma guerra e sim uma limpeza étnica". "Nem 5% das pessoas mortas são do Hamas. Eles estão matando, propositadamente, mulheres e crianças. Isso tem nome, é genocídio", criticou.
Outro organizador do movimento, Ualid Rabah, da Federação Árabe Palestina do Brasil, lembrou que o Brasil é o segundo maior comprador de produtos bélicos e de inteligência de Israel. "Ao financiar essa indústria, está contribuindo diretamente com essa guerra. O Brasil e toda a comunidade internacional precisam impor um freio a esse massacre, através de boicotes e sanções a Israel, até que se cumpra todos os tratados e resoluções da ONU", disse. Rabah alerta que "se prosperar a limpeza étnica feita por Israel na Palestina, poderá servir de precedente para o hecatombe global da raça humana".
No manifesto de hoje, conta Rabah, a comunidade árabe era minoria. Muitos sindicatos, movimentos sociais e políticos se juntaram aos árabes. "O mundo está pedindo a interferência da comunidade internacional na Palestina, como fez contra o Apartheid na África do Sul", concluiu.


