Em crise, Líbano aprova tribunal do caso Hariri
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terça-feira, 14 de novembro de 2006
Folhapress 
São Paulo- O gabinete libanês, que nos últimos três dias enfrentou a demissão de todos os ministros ligados a partidos pró-Síria, aprovou ontem a proposta da ONU para a criação de um tribunal internacional que julgará os acusados pelo assassinato do ex-premiê Rafik al Hariri.
O atentado que matou Hariri, em fevereiro de 2005, provocou manifestações anti-Síria, levando à retirada das tropas que este país mantinha no Líbano desde 1976.
A proposta deve agora voltar ao Conselho de Segurança da ONU e, posteriormente, retornar ao Líbano para nova votação pelo gabinete. Entretanto, sua aprovação final é incerta, pois ele deve ser assinado pelo presidente libanês, Émile Lahoud, que se opõe à criação do tribunal, e votado pelo parlamento.
Uma comissão da ONU apontou a participação de funcionários sírios no atentado. A Síria nega.
Ontem, a demissão de Yacoub Sarraf, ministro cristão aliado ao presidente, agravou a crise política. No sábado, cinco ministros dos partidos xiitas Hezbollah e Amal já haviam se demitido.


