São Paulo - O governo iraquiano declarou estado de emergência e impôs ontem um toque de recolher em Bagdá, depois que supostos insurgentes armados bloquearam ruas no centro da cidade e abriram fogo contra tropas americanas e iraquianas.
A medida que está em vigor das 14h (7h de Brasília) de ontem às 6h (19h de Brasília) de hoje valerá tanto para a circulação de veículos como de pessoas nas ruas da capital do Iraque.
As autoridades proíbem há várias semanas o tráfego em Bagdá e em sua região entre 11h e 15h (4h e 8h de Brasília), como parte de um plano de segurança criado pelo governo do primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al Maliki, para reduzir a violência na capital.
Quase diariamente, Bagdá é palco de atentados com carros-bomba e ações de violência sectária, que aumentaram consideravelmente após o ataque, em fevereiro passado, a um santuário xiita na cidade de Samarra, ao norte da capital.
Os atentados ocorrem principalmente às sextas-feiras, dia em que dezenas de milhares de muçulmanos sunitas e xiitas se dirigem às mesquitas para as orações do meio-dia.
Ontem, diversos atos de violência foram registrados na capital iraquiana. Após a declaração do estado de emergência, um carro-bomba explodiu em um mercado próximo de um posto de gasolina na região de Basra, matando ao menos cinco pessoas e ferindo 18.
Uma bomba atingiu uma mesquita sunita em uma cidade a nordeste de Bagdá, matando dez fiéis e ferindo outros 15. O atentado aconteceu em Hibhib, mesma cidade em que o líder da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, foi morto em um ataque em 7 de junho.
Também ontem um policial morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas em outra explosão ao sul de Bagdá, segundo fontes da segurança. No centro da capital, um civil morreu e outros três ficaram feridos em um ataque com armas automáticas contra um carro que transportava fiéis até uma mesquita xiita em Buratha. Uma pessoa ficou ferida após o lançamento de um morteiro ao norte de Bagdá.
Na manhã de ontem, forças militares iraquianas e americanas entraram em confronto com supostos rebeldes armados com granadas e rifles na movimentada rua Haifa, que leva à Zona Verde, onde ficam as sedes das principais Embaixadas estrangeiras, do governo iraquiano e a base do governo americano em Bagdá.

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