France PressePela pazManifestante com máscara que lembra a morte participa da Jornada pela Paz, em CaliO chefe do Exército de Libertação Nacional colombiano (ELN), Antonio García, anunciou ontem ao jornal alemão Die Welt a libertação imediata dos 70 reféns, ou seja, o total das pessoas capturadas no sequestro de um avião, em 12 de abril passado, e no ataque a uma igreja ocorrido em 30 de maio.
Segundo o jornal, García anunciou também que o ELN ‘‘suspenderá todas as ações militares e as novas tomadas de reféns sob a condição de que a Alemanha intervenha no conflito como mediador’’.
A libertação dos 70 reféns constitui, segundo o guerrilheiro, uma primeira mostra de boa vontade. Ele também pede que o governo alemão obtenha do presidente colombiano Andrés Pastrana o cessar das operações e as matanças cometidas contra a população civil pelos esquadrões da morte apoiados por Bogotá.
O ELN, movimento guevarista e segunda organização guerrilheira depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxista), libertou no último sábado, ‘‘por razões humanitárias’’, cinco reféns sequestrados em uma igreja de Cali (sudoeste da Colômbia), indicaram as autoridades colombianas, acrescentando que o ELN exigiu também a retirada temporária do Exército de três edifícios do departamento de Valle (sudoeste) para que os rebeldes deixem os demais cativos em libertade. Esses reféns foram tomados em 30 de maio junto a uma centena de fiéis que assistiam a missa em uma igreja ao sul de Cali.
As autoridades acham que os subversivos mantém retidas cerca de 60 pessoas, depois que, pressionados pelos militares, deixaram em libertade outras 84.
Em 12 de abril passado, o ELN desviou um avião da companhia colombiana Avianca, que efetuaba um vôo entre Bucaramanga e Bogotá, e detém ainda 25 dos 46 passageiros. Ontem, em Cali, milhares de pessoas participaram da marcha Jornada pela Paz, organizada contra as ações da ELN.
Andrés Pastrana anunciou na sexta-feira passada estar disposto a reiniciar o diálogo com o ELN ‘‘sem condições, nem pressões’’, desde que o grupo terrorista libertasse os reféns.

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