''Eles iam explodir a escola'', diz xerife
Associated Press
Os dois jovens que massacraram colegas de classe no colégio antes de se suicidarem intencionavam explodir a escola, disseram autoridades de Littleton, Colorado, EUA, após descobrirem ontem duas grandes bombas de propano escondidas na cozinha da escola. A descoberta também poderia fornecer evidências de uma conspiração, afirmou o xerife John Stone. Esses sujeitos não iam apenas perpetuar um homicídio em massa, eles iam mandar a escola pelos ares.
Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, armados com espingardas de cano serrado, um rifle semi-automático, uma pistola e bombas de fabricação caseira cheias de pregos e cápsulas de balas de espingarda, mataram 12 alunos e um professor na terça-feira antes de se suicidarem. O massacre foi o mais grave de uma série de tiroteios em escolas ocorridos nos últimos anos que fizeram os norte-americanos questionar suas leis sobre porte de armas e a maneira como seus filhos são criados.
O massacre ocorreu no dia em que Adolf Hitler completaria 110 anos. Dias antes, num site da Internet, membros do grupo davam a entender que preparavam uma ação de impacto para celebrar o aniversário de nascimento de seu ídolo.
Enquanto familiares e amigos das vítimas se reuniam em vigília os pais dos dois assassinos romperam seu silêncio com breves comunicados. Como o restante do país, tentamos entender como isso ocorreu, disseram os Klebolds. Os pais de Eric Harris enviaram mensagem de condolências às famílias das vítimas e à comunidade pela tragédia sem sentido.
Uma convenção da Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby da indústria de armas, está marcada para o fim do mês em Denver, a poucos quilômetros do local do massacre, mas autoridades querem o cancelamento do evento. Moradores da região pediram a suspensão de um show do cantor Marilyn Manson, no dia 30 em Denver. Manson é o ícone do movimento gótico, com o qual se identificavam os membros da máfia da capa preta.





