Considerados Estados ''chaves'' para a decisão da eleição presidencial dos Estados Unidos, Flórida e Ohio registraram intenso comparecimento do eleitorado ontem, com longas filas ao redor dos postos de votação.
De acordo com expectativa de especialistas, 121 milhões de eleitores deveriam ir às urnas para escolher entre o republicano George W. Bush e o senador democrata John Kerry. Em 2000, foram 106 milhões.
O Estado industrial de Ohio (norte do país), que soma 20 votos no Colégio Eleitoral americano -são necessários 270 para vencer a disputa-, era um dos mais cobiçados pelo candidatos. Dos Estados onde a disputa é acirrada, somente a Pensilvânia (leste) e a Flórida (sudeste) têm mais votos (21 e 27 respectivamente). Em 2000, Ohio foi ganho por Bush, com 49,97% dos votos.
Em Ohio, democratas acusaram republicanos de tentar ''desencorajar'' minorias de eleitores.
Ontem, uma determinação da Corte de Apelações americana permitiu que observadores do Partido Republicano acompanhem a votação nos postos de Ohio. Os republicanos reclamavam que pelo menos 35 mil inscrições para votar deveriam ser invalidadas.
Na Flórida, onde moradores chegaram a esperar até três horas nas filas, o comparecimento foi grande, mas não houve informação de ocorrências nem reclamações sobre o sistema eleitoral, segundo Alia Faraj, uma porta-voz do Departamento de Estado.
Milhares de americanos também se aglomeraram em outros pontos do país, como na Carolina do Norte. ''Quisemos vir cedo para votar, mas nunca esperávamos encontrar tantas pessoas'', disse Linda Russell, que esperava para votar em frente a um posto de votação em Raleigh.
O mau tempo acompanhou o dia da eleição americana do Texas à região dos Grandes Lagos. Guarda-chuvas e capas foram necessários para enfrentar as filas que se formavam debaixo da chuva. Estradas cobertas de neve foram um desafio para muitos eleitores.
Tanto o Partido Democrata quanto o Republicano aumentaram o número de representantes dos candidatos nas ruas, a fim de monitorar a eleição. Entretanto, a presença de monitores partidários gerou confusão em muitos lugares.
No Estado de Dakota do Sul, um juiz federal garantiu parcialmente o pedido do senador democrata Tom Daschle que solicitou a limitação das atividades dos monitores republicanos, depois de acusar os partidários de intimidar os eleitores.
A nova regra instituiu que os monitores republicanos não seguissem os eleitores até os locais de votação, nem anotassem o número de suas licenças de motorista, caso eles ''fugissem'' dos partidários.(Das agências)

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