Bogotá, Colômbia - O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, estava decidido a convidar para sua posse, hoje, o presidente Hugo Chávez. Santos pediu a sua chanceler, Maria Angela Holguín, que fosse à Venezuela e entregasse uma carta-convite nas mãos de Chávez.
O plano de buscar um entendimento com Chávez acabou suspenso horas depois do pedido a Holguín, por decisão do presidente Álvaro Uribe. Chávez rompeu relações diplomáticas com Bogotá no dia 22, depois que o país vizinho levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias de que Chávez abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano.
A informação de que Santos convidaria Chávez fez com que o venezuelano mandasse à posse seu chanceler, Nicolás Maduro. Os gestos abrem a possibilidade de aproximação bilateral.
Em seu discurso de despedida, na noite de ontem, Uribe pediu ''perdão pelos erros cometidos e pelo que não se pôde fazer'' e agradeceu as forças de segurança colombianas. O presidente foi condecorado general ''ad honorem'' de quatro sóis (equivalente a estrelas).
Lula chegou ontem a Caracas para uma nova reunião trimestral com Chávez, na qual devem reforçar as relações bilaterais e discutir a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia. O brasileiros espera que a chegada de Santos, que assume a Presidência da Colômbia amanhã, ajude na negociação da crise entre os dois países vizinhos. Santos, apesar de ser colega de partido de Alvaro Uribe, defende uma maior aproximação com a Venezuela e deve ajudar a amenizar as divergências.

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