Eleições para o Senado ameaçam governo japonês
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sexta-feira, 10 de julho de 1998
Pierre Taillefer France Presse 
As eleições senatoriais de amanhã, no Japão, serão uma prova de fogo para Ryutaro Hashimoto, cuja capacidade para tirar o país da recessão não causa entusiasmo sequer entre os membros de seu Partido Liberal Democrata (PLD). O chefe de governo, presidente do PLD, pode ver-se obrigado a se demitir, isto se seu partido não melhorar sua posição no Senado. Em junho, as pesquisas mostravam uma vantagem considerável para o partido, a ponto do objetivo do pleito era permitir ao PLD recuperar a maioria na câmara alta, perdida em 1989. Mas nos últimos dias as pesquisas são tão negativas que o PLD já não está certo de reconquistar as 61 cadeiras disputadas nesta eleição. Precisará de 69 para obter a maioria na Câmara alta do Parlamento (Senado), que tem 252 legisladores eleitos para 6 anos. A metade da câmara é renovada a cada três anos.
Amanhã, serão eleitos 126 senadores, 76 por voto direto por circunscrição e 50 pelo proporcional.
Ontem, o mercado cambial castigou o governo, criticado por sua falta de política decisiva em matéria de reativação econômica. O iene perdeu algumas frações suplementares em relação ao dólar, que era cotado a 141,35 ienes, um iene mais que na véspera.
O primeiro-ministro Hashimoto deverá renunciar ao poder se obtiver menos de 61 cadeiras, afirmou o chefe do grupo PLD na câmara alta, Masakuni Murakami, em declarações publicadas pela Nihon Keizai Shimbun.
O secretário-geral do partido, Koichi Kato, nega-se a considerar essa possibilidade. Hashimoto usou quarta-feira seu último trunfo: confirmou uma redução permanente dos impostos para dar novo impulso à economia.


