ELEIÇÕES NO HAITI - Tumulto e morte marcam eleição presidencial
A primeira eleição presidencial no Haiti desde 2000 foi caracterizada pela modernidade de um centro eletrônico de contagem dos votos e pelo arcaísmo do transporte das urnas, no lombo das mulas.
A eleição ocorreu na última terça-feira, e foi marcada pela desorganização e por um clima de tensão. Além de dois mortos em Gros-Morne, quatro pessoas foram baleadas durante um confronto entre policiais haitianos e eleitores que aguardavam impacientes para votar.
Várias pessoas ficaram feridas ou desmaiaram ao serem arrastadas pela multidão que se reunia nos centros de votação. A tensão permaneceu alta no país acossado por bandos armados, dominado pela pobreza e com um histórico de eleições fraudulentas e golpes de estado militares.
Nos bairros mais pobres da capital, a maioria apóia o ex-presidente René Préval, de 63 anos, que foi um aliado de Aristide e é favorito para vencer o pleito, segundo pesquisas de opinião. Os haitianos de maior poder aquisitivo preferem o industrial Carlos Henry Baker, de 50 anos, ou o ex-presidente Leslie Manigat, de 75. Se nenhum dos candidatos obtiver 50% dos votos, os dois primeiros disputarão um segundo turno.
País das Caraíbas que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola, possuindo uma das duas fronteiras terrestres das Caraíbas: a que faz conexão com a República Dominicana, a leste. Os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste.
O Haiti é o terceiro país com maior índice de população abaixo da linha de pobreza. Calcula-se que 80 por cento dos 8,5 milhões de haitianos vivam na miséria
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