Eleições na Venezuela têm alta participação
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domingo, 07 de outubro de 2012
Das Agências 
São Paulo - Os eleitores compareceram ontem em peso aos colégios eleitorais na Venezuela para a eleição presidencial. No pleito, o presidente Hugo Chávez tenta o quarto mandato consecutivo ante o ex-governador Henrique Capriles. Desde a madrugada milhares de eleitores fizeram filas nos centros eleitorais na capital Caracas e em outras cidades do país. O pleito transcorreu sem que fossem registrados incidentes graves, disseram o Conselho Nacional Eleitoral e os observadores da organização Comando Venezuela.
O órgão nacional e o grupo descreveram o movimento de eleitores muito maior que na última eleição, em 2004, última vez em que Chávez foi reeleito. A presidente do conselho, Tibisay Lucena, disse que 99,7% das mesas de votação estavam abertas até o meio-dia local (13h30 em Brasília) e que apenas colégios em cidades pequenas não abriram. A votação terminou às 18h, exceto nos locais onde ainda havia fila.
O presidente Chávez votou à tarde em uma escola da periferia da capital e disse que ligaria para o adversário Henrique Capriles caso perdesse a eleição. Já o candidato da oposição disse que iria conversar com o adversário independentemente do resultado das votações. Para ele, o comparecimento maciço dos eleitores nas votações demonstra a confiança na democracia. O Conselho Nacional Eleitoral divulgaria o primeiro boletim sobre a disputa ''quando os resultados forem irreversíveis''.
Incidentes
O pleito foi considerado tranquilo pelo Conselho Nacional Eleitoral, mas foram registrados pequenos incidentes. Um deputado foi a um local de votação na cidade de Catia com um adesivo com referência a Chávez no mesmo carro. Em Zulia, foram registrados militantes do partido do presidente passando com carros de som tocando a música da campanha.
O jornal ''El Nacional'' informou que eleitores denunciaram que as urnas eletrônicas registraram votos nulos no lugar das opções válidas. A situação acontece quando as pessoas não esperam que apareça a foto do candidato escolhido. O conselho eleitoral não comentou o assunto.
Na embaixada em Viena, na Áustria, o representante do país na Organização dos Produtores de Petróleo (Opep), Bernard Hommer, foi votar de vermelho, cor usada pelos militantes de Chávez, o que gerou reclamações de outros votantes. Nos territórios palestinos, o representante diplomático venezuelano, Luis Daniel Hernández Lugo, acusou Israel de impedir cerca de 340 eleitores de votar devido a um bloqueio das cédulas pela empresa de correios DHL. Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores de Israel qualificou a acusação de paranoia.


