A China se manifestou ontem preocupada com o resultado das eleições de sábado em Taiwan, advertindo que o partido vencedor ''não irá a lugar nenhum se insistir na independência'' da ilha.
''Uma coisa é certa: por muito que tente, o Partido Democrático Progressista nunca alterará o fato de que há apenas uma China no mundo'', disse um investigador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Li Jiaquan, citado na primeira página do jornal ''China Daily''.
Esta foi a primeira reação oficial chinesa ao resultado das eleições legislativas realizadas sábado em Taiwan.
O Partido Democrático Progressista, que defende a independência de Taiwan, foi o partido mais votado, interrompendo meio século de maioria do Partido Nacionalista (KMT).
''Os resultados podem ensombrar temporariamente as relações entre Taiwan e o continente, mas não se espera uma mudança dramática'', adiantou Li Jiaquan.
Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista ter tomado o poder em 1949, é vista por Pequim como uma província da China e não uma entidade política soberana.
A China defende a ''reunificação pacífica'' com Taiwan segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau, ''um país, dois sistemas'', mas admite ''usar a força'' se a ilha declarar a independência ou adiar sine die a abertura de negociações políticas.

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