As eleições gerais antecipadas em Israel acontecerão no dia 17 de maio, informou ontem a televisão pública. A data foi estabelecida de comum acordo entre o partido de direita no poder, o Likud, e a oposição trabalhista. A Comissão de leis parlamentares, que deve examinar a proposta de dissolução do Parlamento, vai se pronunciar sobre a data para as eleições hoje. Esta proposta de lei foi votada pela maioria, ontem, em primeira leitura.
Netanyahu usa o medo O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lançou domingo sua campanha para as eleições gerais, aludindo ao fantasma de um Estado palestino que ameaça a própria existência de Israel. Em um discurso ante o Comitê central de seu partido, o Likud, Netanyahu fez um resumo de seus temas de campanha apresentando-se como o único capaz de evitar ‘‘as dificuldades mortais’’, a principal das quais, segundo ele, é o Estado que os palestinos querem proclamar em maio próximo.
Prometendo a paz, a segurança, o pleno emprego e a continuação da colonização judaica, que lhe deram a vitória em 1996, além de usar o medo e seus ataques contra os que chamou de esquerda ‘‘derrotista’’, Netanyahu conseguiu a adesão da máquina do Likud.France PresseBenjamin Netanyahu chega à sede do Likud para lançar sua campanhaFrance Presse

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