O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, escolheu o menor dos males ao optar ontem por eleições antecipadas em Israel, evitando desta forma enfrentar a curto prazo uma moção de censura do Parlamento.
Netanyahu, eleito em maio de 1996 por uma coalizão nacionalista e religiosa que bloqueou o processo de paz no Oriente Médio, embora as pesquisas não lhe sejam favoráveis, tenta garantir um novo mandato de quatro anos.
As primeiras pesquisas, com elevado número de indecisos (mais de 12%), deram-no como perdedor ante seus dois possíveis adversários, o chefe do partido Trabalhista, Ehud Barak, e o popular militar de centro, Amnon Lipkin Shahak.
Há duas semanas, Netanyahu, teve que enfrentar a possibilidade de uma moção de censura, da qual escapou graças a uma artimanha parlamentar.
Sua coalizão se desintegra nos extremos. A extrema direita o abandonou acusando-o de ter matado o sonho do ‘‘Grande Israel’’ ao firmar em outubro o acordo de Wye Plantation com os palestinos, que prevê uma retirada militar parcial da Cisjordânia. Os partidos de centro-direita criticam sua intransigência no processo de paz.

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