Chicago - Enquanto os primeiros locais de votação começavam a fechar nas eleições presidenciais norte-americanas de hoje, até as 20h15 de Brasília, dois resultados pareciam claros: o comparecimento bateria recorde histórico recente; oito anos após o fiasco da Flórida, o sistema eleitoral do país ainda não está preparado para participação em grandes números.
  Segundo dados do Comitê para Estudo do Eleitorado Americano, da American University, em Washington, compareceriam às urnas para escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain pelo menos 65% dos 200 milhões de cidadãos aptos a votar nos EUA, onde o voto não é obrigatório. Esse contingente de 130 milhões de pessoas é o maior em número de eleitores na história do país.
  A porcentagem bateria o recorde histórico recente, de 1960, quando 64,9% do eleitorado compareceu para escolher entre JFK e Richard Nixon. Mas não havia prognóstico de que alcançaria a marca de 66% de 1908, (eleição de William Taft), quando restrições legais não davam a todos os adultos americanos o direito de votar.
  ‘‘Nós não temos um sistema que é organizado, planejado ou financiado para funcionar com índices de votação que se afastem muito dos 50% de comparecimento em direção aos 100%’’, disse Doug Chapin, do Electionline.org, ligado ao renomado instituto Pew.
  Os sinais da falha do sistema eram vistos em diversos Estados ao longo do dia. Iam de relatos de filas de até oito horas até problemas com os diversos modos de votação do país, que envolvem fichas de papelão perfuradas, cabines eletrônicas e a boa e velha cédula de papel. Dos 70 mil telefonemas recebidos por uma linha de apoio aberta pela emissora CNN, a maioria vinha da Flórida.

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