Belgrado A Sérvia se vê diante de um futuro político incerto desde ontem, um dia depois que um partido ultranacionalista liderado por um acusado de crimes de guerra conseguiu a primeira posição nas eleições legislativas, embora sem a maioria absoluta.
As primeiras estimativas não oficiais das eleições acabaram com a esperança dos partidos reformistas de que as eleições deste domingo pusessem fim a meses de instabilidade política e desbloqueassem reformas consideradas vitais para a entrada da Sérvia na União Européia e na Otan. De acordo com esses dados, o Partido Radical Sérvio (SRS) de Vojislav Seselj obteve mais de 27,5% dos votos nas eleições para renovar as 250 vagas da Câmara. Nenhum partido político parece disposto a aliar-se com os ultranacionalistas, que, consequentemente, terão muitas dificuldades para formar governo. Os analistas esperam que seja composto um bloco democrático de quatro partidos, o que criaria uma maioria potencialmente instável.
Seselj se entregou em fevereiro ao Tribunal Penal Internacional de Haia.

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