Eleições acontecem sob trégua parcial
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domingo, 29 de outubro de 2000
Associated Press De Bogotá 
Aproximadamente 22,9 milhões de colombianos foram às urnas ontem para escolher governadores, prefeitos, deputados e vereadores. A previsão é de que os dois partidos tradicionais da Colômbia devem perder o poder em três das principais cidades do país. Candidatos de partidos pequenos lideravam as pesquisas para prefeitura na capital Bogotá e em Medellin, Cali e Barranquilla.
Um contingente de 250 mil soldados foi mobilizado em todo o país e mantido em estado de alerta máximo para prevenir ataques de grupos rebeldes. As Farc a maior guerrilha do país, com 120 mil combatentes havia prometido não sabotar as eleições, nem mesmo nos 42 mil quilômetros quadrados que estão sob seu comando.
No entanto, apesar das promessas e da presença militar ostensiva, houve explosões de violência que acabaram deixando oito civis e um soldado feridos em uma troca de tiros entre guerrilheiros das Farc e paramilitares da direita no Estado de Antioquia.
Outro comando da guerrilha incendiou três ônibus e tentou sequestrar um grupo de passageiros. A ação acabou sendo frustrada pelos militares.
No Estado de Santander, um soldado foi ferido durante troca de tiros com guerrilheiros. Na mesma região, pistoleiros não identificados dispararam rajadas de metralhadora contra moradores. Não houve feridos.
Momentos após a abertura dos postos de votação, o porta-voz da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), Francisco Galán, anunciou a libertação de 21 reféns que estão há mais de um mês em cativeiro. A decisão foi anunciada depois da morte de três reféns e da advertência do presidente Andrés Pastrana de que o sequestro poderia comprometer uma negociação de paz. Segundo o enviado do governo Gustavo Villegas, os reféns devem ser postos em liberdade hoje.
O sequestro aconteceu em 17 de setembro, numa localidade próxima a Cali. Ao todo, mais de 80 civis foram capturados. A maioria deles porém foi libertada pela guerrilha ou resgatada pelas forças colombianas pouco depois.
Minutos antes do anúncio, Pastrana havia dito que o ELN era o responsável pela vida dos sequestrados e que teria de se explicar à comunidade internacional sobre a morte dos reféns.


