Eleição uruguaia deve ter segundo turno
Associated Press
De Montevidéu
Os quatro candidatos presidenciais do Uruguai, cujas eleições acontecem no próximo dia 31, apóiam o Mercosul. Contudo, têm visões diferentes sobre o bloco. Para os analistas, nenhum deles conseguirá 51% dos votos, levando a um segundo turno em 28 de novembro. A posse está marcada para 1º de março.
O esquerdista Tabaré Vázquez, da Frente Ampla-Encontro Progressista, que lidera as pesquisas de intenção de voto, acha que num primeiro momento é necessário superar a visão essencialmente comercial do Mercosul. Jorge Batlle, do governante Partido Colorado, está em segundo nas pesquisas. Para ele, é preciso que o Uruguai se insira no mercado externo e seja uma ponte para países que queiram negociar com o Mercosul.
Os candidatos que aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente, são Luis Alberto Lacalle (Partido Nacional) e Rafael Michelini (Novo Espaço). Lacalle defende uma melhor inserção externa do país sob os princípios do regionalismo aberto. Ele pretende ainda revitalizar o papel do Uruguai dentro do Mercosul. Para Michelini, o Mercosul é uma excelente experiência ainda que tenha algumas fragilidades, como não ter avançado tanto em políticas sociais e culturais como nos acordos comerciais.
Dentre as muitas tarefas que esperam o Mercosul, com presidentes a ser eleitos também na Argentina e Chile, está o aprofundamento do diálogo com a União Européia (UE).





