Eleição pode abalar relação com a China
TAIWAN Eleição pode abalar relação com a China Votação de hoje pode acabar com 5 décadas de governo do Partido Nacionalista e levar ao poder uma administração favorável à independência da ilha France PresseCerca de um milhão de pessoas se concentram nas ruas em todo o país com bandeiras para demonstrar apoio aos três principais candidatos à presidência Associated Press De Taipé O candidato pró-independência, Chen Shui-bian parecia ganhar terreno ontem no término da campanha presidencial, enquanto a China mantinha suas ameaças. Esperamos que as pessoas em Taiwan votem sabiamente a favor da estabilidade. Se o partido favorável à independência chegar ao poder, as relações podem não ser tão estáveis, advertiu Zhou Zhihuai, vice-presidente do Instituto de Estudos de Taiwan da Academia da Academia de Ciências Sociais chinesa. Ao contrário das últimas eleições presidenciais, em 1996, quando ameaçou Taiwan com testes de mísseis e manobras militares, por enquanto Pequim limitou-se a ameaças verbais. Mas essas ameaças foram o suficiente para assustar os investidores e fazer com que a Bolsa de Taiwan caísse duas vezes esta semana. Taiwan vive um clima de tensão desde que Pequim advertiu que um triunfo de Chen Shui-bian, candidato do opositor Partido Democrático Nacionalista, que defende a independência da ilha, poderia provocar uma furiosa e imediata reação. As Forças Armadas foram postas na quinta-feira em estado de máxima atenção apesar de terem sido desmentidos os rumores de que a China realizava manobras do outro lado do Estreito de Formosa. Taipé exortou a China a atuar com moderação, horas antes das eleições que podem acabar com as mais de cinco décadas de governo do Partido Nacionalista (Kuomintang) e levar ao poder uma administração favorável à independência da ilha. Cerca de um milhão de pessoas concentraram-se em todo o país, a maior parte delas na capital, Taipé, invadida pelo colorido das bandeiras e o alarido dos simpatizantes. A saída de James Soong do Kuomintang para concorrer independentemente acabou beneficiando o candidato da oposição, pois dividiu os eleitores que votariam em Chen, do partido governista. O povo taiwanês não aceita a intimidação militar, declarou Soong, referindo-se às duras ameaças do primeiro-ministro chinês, Zhu Rongji, que reiterou o risco de uma guerra se Taiwan optar pela independência. Ninguém tem o direito de interferir em nossas eleições, discursou, nervoso, o candidato do Kuomintang, Lien Chan. Mas os três foram unânimes em defender a soberania de Taiwan.





