São Paulo - Com 31% das intenções de voto, o nacionalista Ollanta Humala, que concorre à presidência amanhã pelo partido União pelo Peru, é considerado favorito na disputa, mas deve disputar o segundo turno.
Simpatizante de Hugo Chávez e Evo Morales, sua eventual vitória preocupa investidores estrangeiros e alguns setores financeiros peruanos devido à sua proposta de nacionalizar indústrias estratégicas do país.
Nas pesquisas de intenção de voto, Humala é seguido por Lourdes Flores (direita), com 26%, e o candidato de centro Alan García, com 23%.
Filho de um advogado de Ayacucho, Humala estudou no Colégio Franco Peruano, em Lima, e deu início a uma carreira militar em 1982, ao entrar para a Escola Militar de Chorrillos.
Em 1991, promovido a capitão do Exército, passou a estudar na Escola de Inteligência Militar do Peru e se tornou integrante do Grupo Cacerista.
A organização clandestina era, na época, investigada pelo diretor da escola e composta de militares retirados que se opunham ao que viam como ''corrupção'' no Exército peruano, apoiando uma ideologia nacionalista.
Em 1992, serviu em Tingo María, na região de Huánuco, e, em 1995, atuou na Guerra de Cenepa, na fronteira com o Equador. Em 2002, liderou uma rebelião em Toquepala, na região de Tacna, contra o então presidente Alberto Fujimori (1990-2000).
Após o fim do movimento, o Exército peruano tentou capturar Humala, mas ele e seus partidários se esconderam até a deposição de Fujimori, quando Valentín Paniagua Corazao se tornou presidente interino.
Humala recebeu então o perdão do Congresso e teve permissão para retornar ao serviço militar.

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