O Conselho de Guardiães, máxima instância constitucional do Irã e responsável pela fiscalização da eleição, confirmou os resultados do pleito do último dia 12 de junho, que deram a vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad. Segundo a emissora de TV estatal IRIB, ‘‘o secretário do Conselho de Guardiães, em uma carta ao ministro do Interior, anunciou a decisão final(...) e declara a aprovação da precisão dos resultados(...) da eleição presidencial’’. O anúncio foi feito após uma recontagem de aproximadamente 10% dos votos que não mostrou irregularidades, segundo a emissora iraniana Press TV, que transmite em inglês. O candidato reformista derrotado e líder da oposição Mir Hossein Mousavi já havia rejeitado a oferta do Conselho de uma recontagem parcial, dizendo que o pleito foi fraudado e deveria ser anulado. O resultado oficial da eleição, divulgado no último dia 13 de junho, deu início aos maiores protestos de rua em Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. Mousavi e os outros dois candidatos derrotados na eleição presidencial – Mehdi Karubi e Mohsen Rezai – submeteram um total de 646 queixas contra o resultado do pleito. Mas o Conselho de Guardiães disse que a maioria não é considerada irregularidade de eleição e que elas foram descartadas após a realização de ‘‘estudos precisos e profundos’’ sobre o processo eleitoral.


País asiático do Médio Oriente cuja capital é Teerã; a sua língua oficial, o persa e a sua moeda é o rial




Durante as manifestações houve confrontos que resultaram, segundo números oficiais, em ao menos 20 mortos e foram presos membros de partidos de oposição



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