Os resultados das eleições municipais na França confirmaram apenas parcialmente as previsões dos institutos de pesquisas, que anunciavam um certo equilíbrio na relação de forças entre esquerda e direita no conjunto do país e uma nítida vitória da coalizão de esquerda em Paris, cuja prefeitura, desde 1977, se constituía num verdadeiro feudo gaullista do presidente Jacques Chirac.
Na capital, o avanço da coligação de esquerda, formada pelos socialistas, comunistas e radicais de esquerda, foi significativo, mas ainda insuficiente para que se possa antecipar uma vitória definitiva no segundo turno do domingo próximo. Tudo vai depender das alianças e da fusão das listas nos 20 arrondissements (setores) da capital. Mesmo assim, a coligação de esquerda continua favorita na capital para o segundo turno do próximo domingo.
Individualmente, segundo apuração ainda não definitiva, a coligação de esquerda, sem os verdes, obteve 31,5% dos votos em Paris e a de direita, reunindo os partidos conservadores, 23,2%.
A lista dissidente de direita, do atual prefeito, Jean Tiberi, obteve 17% e os verdes, 13,4%. A extrema direita só obteve 4,6% e a extrema esquerda, 1,8%.
A esquerda lidera a votação na maior parte dos arrondissements, alguns tidos como setores-chaves, como o 12º e o 13º, que anteriormente votavam na direita. Só no segundo turno haverá uma definição do pleito, quando serão eleitos os 163 conselheiros parisienses que, no dia 25, se reúnem para escolher o novo prefeito.

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