France Presse
De Washington
Os cientistas americanos receberam ontem com muita esperança, ainda que com muita cautela, a notícia da elaboração de uma vacina experimental contra o mal de Alzheimer que teve resultados positivos com ratos.
O vacina desenvolvida pelos pesquisadores da sociedade Elan Corporation, permitiu reduzir, ou inclusive impedir completamente o desenvolvimento, no cérebro de ratos afetados, de placas amilóides, depósitos suspeitos de desempenhar um papel no início da degeneração dos neurônios.
‘‘O fato de a imunização impedir que haja acúmulo desses depósitos nos ratos é uma informação muito importante, com enormes implicações para o tratamento e prevenção do mal Alzheimer’’, destacou o professor John Morris, um dos diretores do centro de pesquisa sobre este mal na Universidade de Washington de Saint Louis. No entanto, acrescentou, ‘‘temos que continuar sendo prudentes enquanto isso tudo não esteja testado. Quando há avanços, precisamos vê-los repetidos por outros pesquisadores e sobre outros modelos’’, destaca o cientista.
Para o professor Bill Thies, um dos responsáveis da Associação sobre o Mal de Alzheimer, a vacina descrita é ‘‘muito interessante’’ e poderia ser ‘‘um atalho para uma eventual terapia no homem’’, depois de verificada sua eficácia. O laboratório Elan quer começar os testes clínicos com o homem neste ano. ‘‘Neste caso, e se os resultados forem satisfatórios, teríamos que esperar entre cinco e oito anos antes que a vacina possa ser comercializada’’, lembra o professor Morris.

mockup