El Salvador vive um interminável estado de emergência há 37 dias, por causa dos efeitos devastadores dos terremotos que deixaram 1.132 mortos e mais de 1,3 milhões de desabrigados, vítimas da falta de água, da fome e da proliferação de doenças, causada pela exposição a estas condições.
‘‘Seguimos numa verdadeira e interminável condição de emergência desde o primeiro terremoto. O segundo só piorou tudo’’, disse a ministra da Educação, Evelin Jacir.
Diariamente, nas zonas mais afetadas, se vê intenso movimento de soldados, civis de organismos não-governamentais e de instituições de socorro que atendem milhares de desabrigados. Eles clamam por água, comida e remédios.
É um quadro dramático: homens, mulheres e crianças implorando nas ruas por água e alimentos.
Este país centro-americano de 6,3 milhões de habitantes foi sacudido pelo destrutivo terremoto em 13 de janeiro, seguido de outro exatamente um mês depois, em 13 de fevereiro. Juntos deixaram um total de 1.132 mortos, 7.673 feridos, 1.372.311 desalojados e 269.295 casas destruídas total ou parcialmente.
O governo decretou estado de emergência nacional em 13 de janeiro e avalia os prejuízos em 2,6 bilhões de dólares.
Os salvadorenhos vivem prisioneiros do pânico provocado por 4.000 réplicas dos terremotos, enquanto persiste o desafio para conseguir alimentos e reerguer as casas.

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