El Salvador pede ajuda internacional
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2001
Associated Press De San Salvador 
O presidente de El Salvador, Francisco Flores, decretou estado de calamidade pública e fez um pronunciamento pedindo ajuda à comunidade internacional para atendimento às vítimas do terremoto de 7,6 graus de magnitude na escala Richter que atingiu o país no sábado. Flores solicitou especialistas em resgate e recuperação de estradas, assim como remédios e alimentos para os flagelados.
Em uma cadeia de rádio e televisão, o presidente fez um pedido angustiado aos países amigos, não somente para enfrentar a situação de emergência como também para reconstruir tudo o que foi danificado. O governante não falou sobre valores dos prejuízos. Os municípios mais afetados pelo abalo sísmico foram Santa Tecla e Comosagua, no estado de La Libertad, no centro do país. Outro estado bastante prejudicado foi o de Usulután, a oeste.
As equipes de resgate correm contra o tempo para localizar vítimas ainda vivas sob os escombros de prédios e casas que desabaram com o forte terremoto que atingiu o país e outras partes da América Central no sábado. Ontem, no final da tarde, o número de mortos já chegava a 261. O terremoto chegou a 7,9 graus na escala Richter e atingiu tambem a Guatemala e o sul do México.
Além das vítimas fatais, a catástrofe deixou um saldo de pelo menos 500 feridos e outros 1,2 mil desaparecidos.
Foi um intenso terremoto, que pareceu durar anos. Quadros e espelhos caíam das paredes, disse um porta-voz da Embaixada dos EUA em El Salvador. O presidente salvadorenho, Francisco Flores, declarou estado de emergência no país, que tem 6,2 milhões de habitantes.
O fornecimento de energia elétrica permaneceu cortado em todo o país e o aeroporto estava fechado, atrapalhando o envio de ajuda de outros países.
O Instituto Geológico dos Estados Unidos informou que o epicentro ocorreu 105 quilômetros a sudeste da capital de El Salvador, San Salvador, nas águas do Pacífico. O tremor de 7,6 graus ocorreu às 11h34 locais (15h34 de Brasília) de ontem e foi sentido em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e até mesmo na Cidade do México.
O terremoto ativou na Nicarágua uma falha geológica próxima à capital, Manágua, desencadeando uma série de tremores que mantêm a população em alerta. Os sismógrafos detectaram 147 sismos cuja origem é, em parte, réplica do terremoto de El Salvador, além de outros associados à falha do vulcão Apoyeque, na Laguna de Xiloá, 15 quilômetros a oeste de Manágua.
O subúrbio de Santa Tecla, em San Salvador, e a província costeira de La Libertad foram mais atingidas. Em Santa Tecla, os sobreviventes buscavam seus parentes depois que um deslizamento soterrou pelo menos 500 casas.
A administradora do Hospital Rosales, de San Salvador, Daisy de Beltran, disse que muitos dos pacientes apresentavam fraturas múltiplas, vários de Santa Tecla. Outros foram trazidos de helicópteros de outras províncias. Socorristas disseram que pelo menos 70 pessoas também estão soterradas sob os escombros das casas que desabaram em Comasagua, em La Libertad, e outras 50 podem estar bloqueadas dentro do vulcão de San Salvador, um ponto turístico.
Vários países comprometeram-se com o envio de soldados e equipes médicas e de resgate e outros com ajuda humanitária e de dinheiro. O presidente mexicano, Vicente Fox, enviou uma brigada de 120 civis e militares e cinco aviões C-130 para a região mais afetada para ajudar no trabalho de resgate. Também colaborarão com suas equipes de socorristas Venezuela, Espanha, Estados Unidos e Taiwan.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) aprovou uma ajuda de 200 mil dólares a El Salvador para prover de alimentos os desabrigados do terremoto. que sábado sacudiu esta nação centro-americana, segundo um informe divulgado em Manágua. O diretor regional do PMA para América Latina e Caribe com sede na Nicarágua, Francisco Roque, assinalou que a delegação do PMA em El Salvador se integrou ao Comitê Nacional de Emergência para determinar as necessidades imediatas de alimentos da população afetada (...) assim como as ações futuras necessárias.


