Imagem ilustrativa da imagem EI reivindica chacina em boate de Istambul
| Foto: Bulent Kilic/AFP
Parentes de vítima do ataque lamentam perda durante velório em Istambul


Istambul - O grupo radical Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira (2) o atentado contra uma discoteca de Istambul, na Turquia, no qual 39 pessoas morreram na noite do Réveillon. A polícia antiterrorista, que iniciou uma caçada ao agressor foragido, deteve oito suspeitos de terem vínculos com o ataque, segundo a agência Dogan.

O EI afirmou em um comunicado que foi um dos "soldados do califado" que realizou o ataque no clube Reina, uma discoteca exclusiva situada às margens do Bósforo. Esta é a primeira vez que o grupo terrorista reivindica diretamente um atentado na Turquia, mas vários ataques contra alvos turísticos, principalmente em Istambul, já foram atribuídos ao grupo pelas autoridades.

A Turquia se despediu, assim, de forma violenta, do ano de 2016, marcado por uma onda de atentados atribuídos ao EI e aos rebeldes curdos, um golpe de Estado fracassado e as consequências da repressão do governo, além do envio de tropas ao norte da Síria.

O autor do atentado na boate em Istambul começou a atirar à 1h15 de domingo (20h15 de sábado, em Brasília) na boate Reina, onde cerca de 750 pessoas festejavam o Ano Novo. A emissora NTV noticiou que o atirador havia disparado entre 120 e 180 vezes durante sete minutos, fazendo com que algumas pessoas se jogassem nas geladas águas do Estreito de Bósforo para escapar do massacre.

Além dos 39 mortos, dos quais pelo menos a metade seria de estrangeiros, 65 pessoas ficaram feridas no ataque. Entre as vítimas fatais estrangeiras haveria, segundo as autoridades de cada país, pelo menos um cidadão belga-turco, uma israelense, três jordanianos, três libaneses, vários sauditas, um líbio, dois indianos, dois marroquinos, uma franco-tunisiana e um tunisiano. Entre os feridos estariam pelo menos quatro franceses e outros quatro marroquinos.

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