São Paulo - A facção extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou ontem os ataques coordenados que deixaram ao menos 128 mortos em Paris e afirmou que a França e seus partidários continuariam "no topo da lista" de seus alvos. Em um comunicado on-line, a milícia disse que oito militantes armados com cinturões de explosivos e armas automáticas atacaram alvos cuidadosamente escolhidos na "capital do adultério e do vício", incluindo um estádio de futebol onde a França disputava um amistoso com a Alemanha. Outro alvo atacado foi a casa de show Bataclan, onde uma banda de rock americana se apresentava e "centenas de apóstatas participavam de uma festa adúltera".

EI reivindica ataques em Paris e diz que França está 'no topo da lista'
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"O cheiro fétido da morte não abandonará suas narinas enquanto continuarem na linha de frente da campanha dos Cruzados, ousarem blasfemar nosso profeta, estimular uma guerra contra o islã na França e atingir muçulmanos nas terras do califado com aviões que não tinham nenhuma utilidade para eles nas ruas e vielas podres de Paris", afirmou.
A França faz parte da coalizão liderada pelos EUA que tem atacado o EI na Síria e no Iraque desde o ano passado. Extremistas atacaram o país no passado por o considerarem muito tolerante com discurso que veem como ofensivo ao islã. A alegação foi feita em declarações em árabe e francês divulgadas na internet.
Partidários também circularam um áudio lido por um locutor não identificado cuja voz se parece muito com a de um homem da rádio EI Al-Bayan. Os comunicados não informaram as nacionalidades ou deram qualquer outra informação sobre os agressores. Previamente, o presidente da França, François Hollande, culpou o EI pelo massacre e prometeu retaliar.
A polícia antiterrorismo francesa trabalha para identificar os potenciais cúmplices. As autoridades disseram que oito militantes morreram, sete deles em ações suicidas, uma nova tática na França. A polícia afirmou ter matado com disparos o outro.
A França tem estado sob tensão desde os mortíferos ataques de extremistas islâmicos, em janeiro, contra o semanário satírico "Charlie Hebdo" e um supermercado kosher, que deixaram 17 mortos. Esses ataques foram reivindicados pela Al-Qaeda.

IDENTIFICAÇÃO

Um dos terroristas islâmicos que participaram do ataque ao Bataclan foi identificado pelas impressões digitais. Trata-se de um cidadão francês cujo nome ainda está sendo mantido em sigilo pelo Ministério do Interior. A informação é do canal de notícias BFM TV, que cita fontes policiais. Agências de notícias e a imprensa francesa também relataram que a polícia encontrou um passaporte sírio no clube que foi um dos locais atacados na noite de sexta-feira.

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