São Paulo - A junta militar e os partidos políticos egípcios firmaram ontem um acordo para a formação de um governo de união nacional em uma reunião entre as principais legendas e o vice-presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, Sami Anan.
O candidato presidencial Mohammed Selim al Awa, que participou do encontro, disse que o governo terá a missão de atingir os objetivos da revolução de 25 de janeiro.
Também houve acordo para a convocação de eleições presidenciais até 30 de junho, segundo o porta-voz do partido salafista Al Nur, Mohamed Nur.
O porta-voz acrescentou que a junta militar também aceitou a demissão do governo do primeiro-ministro, Esam Sharaf, e que a data prevista para as eleições legislativas será mantida para 28 de novembro.
Protestos
Milhares de egípcios ainda ocuparam ontem a praça Tahrir, no Cairo, para exigir que a junta militar que governa o país desde a queda de Hosni Mubarak entregue o poder a uma autoridade civil.
Enfrentamentos ocorreram na via que liga a praça ao Ministério do Interior, a rua Mohammed Mahmoud. Os manifestantes entoaram palavras de ordem que pediam a queda da junta militar e a transferência de poder.
Além da rejeição aos militares, também é evidente a antipatia da população em relação aos partidos políticos. ''Hoje (terça-feira) é um dia importante, pois assim como durante a revolução, não há partidos, só se ouve a voz do povo'', disse o estudante universitário Khaled Awad.

Imagem ilustrativa da imagem Egito terá governo de união nacional
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