France PresseTraumaPoliciais e tropas extras foram espalhados pelo país para proteger os pontos turísticos. Mas a maioria dos turistas preferia deixar o EgitoO Egito, traumatizado com a chacina de 58 estrangeiros na segunda-feira, mobilizou ontem mais forças para garantir a segurança dos visitantes a suas atrações turísticas, e o presidente Hosni Mubarak disse que nenhum país pode garantir segurança total.
‘‘Isto pode acontecer em qualquer lugar do mundo’’, disse a repórteres no aeroporto do Cairo depois de despedir-se da Rainha Beatrix da Holanda, que passou três dias no Egito. ‘‘Nós superamos este incidente’’, disse Mubarak. ‘‘Não há país no mundo que possa garantir 100% de segurança’’.
Policiais e tropas extras, em caminhões e armados com metralhadoras, apareceram no templo de Hatshepsut, onde os dois únicos policiais que lá trabalhavam foram mortos no início da carnificina de segunda-feira.
Grupos escolares egípcios e um punhado de turistas estrangeiros caminhavam por entre as ruínas, mas a maioria dos turistas dirigia-se para o aeroporto de Luxor, para tomar aviões para casa.
A tristeza pairava sobre a cidade, cujos 100 mil habitantes dependem quase que inteiramente do turismo para sobreviver. ‘‘As pessoas estão com cara de funeral’’, disse o lojista Tareq Abdel-Hafez.
Em Cairo, forças de segurança vigiavam o Museu Egípcio, onde dois irmãos muçulmanos mataram nove alemães num ataque a um ônibus em 18 de setembro último, e impediam que carros estacionassem perto de hotéis de luxo.
Mubarak demitiu seu ministro do Interior após recriminá-lo em público por lapsos que permitiram que militantes muçulmanos realizassem seu ataque mais sangrento desde que sua campanha armada começou em 1992.
Fontes no serviço de segurança disseram que o novo Ministro do Interior substituiu os três oficiais mais importantes do ministério e vários oficiais de segurança em Luxor em seu primeiro dia de trabalho.
Mubarak ordenou ao primeiro-ministro Kamal Ganzouri que chefiasse um comitê especial para projetar um ‘‘plano seguro’’ para garantir a segurança de turistas, que trazem ao Egito mais de US$ 3 bilhões por ano.
Governos estrangeiros, ao mesmo tempo em que simpatizam com as dificuldades das autoridades egípcias para acabar com grupos guerrilheiros determinados e bem-organizados, dizem que o Egito tem que fazer mais. Muitos fizeram advertências a seus cidadãos, enquanto agentes de turismo e muitos turistas já tiveram o suficiente, encurtando ou cancelando suas viagens ao Egito.

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