São Paulo - O governo do Egito afirmou ontem que o Sudão precisa de mais tempo e ajuda para restaurar a paz na região de Darfur, e não deve ser ameaçado com sanções das Nações Unidas. O porta-voz presidencial, Maged Abdel Fattah, disse que a situação em Darfur, onde um conflito de 15 meses já matou cerca de 30 mil pessoas e deixou 2,2 milhões em desesperada necessidade por comida e medicamentos, ''é complexa.. e não pode ser resolvida por meio de sanções, embargos ou banimento das tribos rebeldes''.
Ele falou a repórteres depois de conversas entre os presidentes egípcio, Hosni Mubarak, e sudanês, Omar el Bashir, sobre a situação de Darfur, descrita pela ONU como a maior crise humanitária do mundo.
Centenas de milhares de pessoas podem morrer neste ano na região de Darfur a menos que organizações de ajuda médica forneçam suprimentos e vacinem as pessoas suscetíveis à cólera, afirmou ontem a OMS (Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU).
O conflito em Darfur já levou mais de 1 milhão de pessoas a saírem de suas casas e a se refugiarem em acampamentos com péssimas condições sanitárias. Agora que a estação das chuvas começou, a cólera pode se espalhar rapidamente.

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