São Paulo - O Egito pediu ao YouTube que remova o vídeo que mostra uma mulher sendo agredida durante uma comemoração na Praça Tahrir para celebrar a eleição de Abdel Fattah al-Sisi. A solicitação foi feita pela embaixada do Egito em Washington depois que a mulher pediu ao presidente que o vídeo fosse removido quando ele a visitou no hospital na quarta-feira. O vídeo em que a mulher é despida e atacada foi amplamente divulgado.
"Minha filha vê isso todo dia e desaba", disse à agência de notícias Associated Press. A polícia egípcia prendeu sete homens acusados de agressões sexuais a mulheres durante as comemorações da posse do presidente no domingo. Na semana passada, uma nova lei no Egito, aprovada por decreto, pune a agressão sexual com ao menos seis meses de prisão e multa de até 3 mil libras egípcias (cerca de R$ 940).
O número de casos aumentou desde a queda de Hosni Mubarak, quando numerosos protestos passaram a tomar a Praça Tahrir com mais frequência.
Ativistas locais e jornalistas estrangeiras estão entre as vítimas de abusos sexuais praticados durante os protestos. Segundo uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2013, 99,3% das mulheres e meninas egípcias passaram por algum tipo de abuso sexual no país - incluindo estupro.

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