Egito pede intervenção militar na Líbia
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
France Presse 
Cairo - O Egito deu, ontem, um passo à frente para pedir à ONU uma intervenção internacional na Líbia, um dia após ataques aéreos contra posições do grupo Estado Islâmico (EI) no país vizinho. Em uma resposta quase imediata, o Conselho de Segurança da ONU anunciou que se reunirá hoje para tratar da situação na Líbia na presença do chefe da diplomacia egípcia.
França e Itália também pediam desde segunda-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para aprovar "novas medidas" na Líbia. Roma está preparada para comprometer-se militarmente, mas só o fará tutelada pela ONU e dentro de uma operação de manutenção da paz, lembrou o chefe do governo italiano Mateo Renzi, que pediu ao Egito para que não ceda "à histeria e a uma reação irracional". O presidente Abdel Fatah al Sissi não precisou de muitas horas para enviar a aviação egípcia contra a filial líbia do EI, que acabava de reivindicar em vídeo a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios.
Ainda se desconhece o balanço dos bombardeios egípcios na Líbia, um país mergulhado no caos e dividido em diferentes redutos de milícias, algumas jihadistas. "Não tivemos outra opção. Considerando que o povo esteja de acordo que atuemos para restabelecer a segurança e a estabilidade no país", declarou o presidente egípcio em entrevista à rádio francesa Europe 1.
"O que está acontecendo na Líbia vai converter este país em um viveiro que ameaçará o conjunto da região, não apenas o Egito, como toda a bacia mediterrânea e a Europa", afirmou o presidente egípcio.
O marechal reformado se lançou contra o terrorismo desde que começou a dirigir o país árabe mais populoso - e mais potente militarmente - com mãos de ferro, após ter destituído seu predecessor, Mohamed Mursi. Braço do EI no Sinai "É preciso tratar este problema porque a missão de nossos amigos europeus não foi bem sucedida", disse al-Sissi, em referência à intervenção que acabou com o regime de Muamar Kadafi em 2011. "Abandonamos o povo líbio, que virou prisioneiro de milícias extremistas", acrescentou. Nenhuma informação foi filtrada sobre o balanço da ofensiva egípcia, nem sobre sua eventual continuação. Procurados pela AFP, governo e exército egípcios não quiseram falar sobre o assunto após a finalização da intervenção aérea na segunda-feira.


