Egito declara estado de alerta por causa de confrontos
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de setembro de 2011
Agência Brasil 
O Egito declarou estado de alerta neste sábado (10) e convocou uma reunião de emergência por causa dos protestos nas ruas do Cairo e de confrontos na Embaixada de Israel na cidade, ocorridos ontem e ao longo desta madrugada episódio já visto como uma "ameaça à paz" regional.
As forças de segurança egípcias enfrentaram os manifestantes com bombas de gás lacrimogênio e com veículos blindados. Em reação, foram alvejadas com pedras e bombas caseiras. Estima-se que mais de mil pessoas tenham ficado feridas e, segundo o Ministério da Saúde, três pessoas morreram - uma delas de ataque cardíaco.
Após as preces de sexta-feira, os manifestantes invadiram o prédio da embaixada israelense no Cairo, entraram nos escritórios consulares e, segundo autoridades, destruíram documentos.
O embaixador israelense abandonou o Egito na madrugada deste sábado e, horas depois, todos os funcionários da embaixada e seus familiares cerca de 80 pessoas foram evacuados do local.
Uma autoridade sênior de Israel disse à BBC que o ataque à representação diplomática no Egito foi uma séria ameaça às relações entre os dois países um dos pontos de equilíbrio para a paz no Oriente Médio.
Observadores dizem que o incidente marca um agudo escalonamento nas tensões bilaterais e testam os 30 anos do tratado de paz entre Israel e Egito.
Sob o regime de Hosni Mubarak, os laços entre os dois países haviam sido estáveis, após anos de conflitos. Mas, agora que o ex-presidente foi deposto, Israel teme que um governo menos favorável seja implementado no Cairo.
Neste sábado, o Conselho Militar que governa o Egito interinamente fará uma reunião extraordinária para discutir o episódio.
O Egito é um dos dois países árabes junto com a Jordânia a ter estabelecido a paz com Israel. Mas crescem as demonstrações de sentimento anti-israelense entre os civis egípcios.
Um dos manifestantes egípcios na embaixada disse à BBC que "fomos criados odiando Israel, mas agora podemos expressar isso livremente. Com a queda de Mubarak, o sangue egípcio será vingado".


