CairoO ministro de Assuntos Exteriores do Egito, Ahmed Maher, advertiu sobre a ''intromissão de Israel'' na questão iraquiana, e acusou o Governo desse país de adotar uma ''política agressiva contra os regimes de governo árabes'', informaram ontem os meios de comunicação locais. Maher comentou desta forma recentes declarações de altos funcionários israelenses entre eles o ministro de Assuntos Exteriores, Shimon Peres , que acusaram o regime do presidente iraquiano, Saddam Hussein, de constituir uma ameaça para Israel e instigaram os Estados Unidos a atacar o Iraque.
''Parece que essas declarações fazem parte de uma política agressiva de Israel destinada a acabar com os regimes de governo árabes, começando pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e terminando com o regime do Iraque'', disse Maher.
Ele também advertiu que ''essa política não reflete o desejo de Israel de conviver em paz e em segurança (com os árabes), e gera mais tensão e extremismo''.
O Egito, que assinou a paz com Israel em 1979 e é mediador chave no conflito palestino-israelense, reitera que se opõe a um eventual ataque dos EUA contra o Iraque, disse Maher. Mas, acrescentou, ''a política de instigação de Israel complica ainda mais a situação, ameaça a estabilidade e a paz, e atrapalha os interesses de todas as partes''.
AtaqueCinco palestinos ficaram feridos ontem devido à explosão de várias granadas lançadas por soldados israelenses contra um mercado no centro da cidade de Hebron, na Cisjordânia, informaram fontes locais.
Segundo as fontes, os soldados lançaram as granadas numa área muito movimentada.
O Exército israelense não confirmou as informações, mas um porta-voz militar disse que os soldados haviam isolado ontem uma zona de Hebron e pedido a dezenas de palestinos que apresentassem seus documentos. Alguns dos palestinos foram presos.

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