Foz do IguaçuDepois de permanecer quase cinco meses preso em Brasília, o egípcio preso em Foz do Iguaçu sob acusação de ser terrorista foi posto em liberdade. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou anteontem o pedido apresentado pelo Goveno do Egito para a extradição de Mohamed Ali Aboul-Ezz Al-Mahdi Ibrahim Soliman, 34 anos.
O pedido foi recusado por unanimidade em plenária com oito ministros. Pesaram na decisão a ausência, no pedido, do local, a data e natureza dos supostos crimes do estrangeiro. Para o presidente do STF, Marco Aurélio Mello, faltaram provas que permitissem o ''deferimento da extradição''.
Também pesou a defesa do réu, que negou as acusações e denunciou uma suposta armação de parentes no Egito. A família não teria aceito a mudança de religião do cristianismo para o islamismo. Com medo de ser morto, o egípcio mudou-se para o Brasil, há oito anos.
Preso em 14 abril, Soliman deixou a mulher, a dentista Rucai Manah, e uma filha, na fronteira. ''A prisão foi uma injustiça. Ele é pobre, tem dificuldades de dinheiro e ficou cinco meses na cadeia à toa'', disse à Folha o advogado Amauri Serralvo.
Segundo o advogado, o egípcio deve embarcar ainda hoje de volta para Foz do Iguacu. ''A mulher, que ficou muito feliz com a liberdade, já o está esperando'', informou ele.

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