Holanda, país anfitrião da conferência mundial sobre o clima, lançou ontem uma campanha para incitar cada cidadão do país a controlar o consumo de energia e participar da redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa.
A campanha, lançada pelo ministério do meio ambiente, conta com anúncios na imprensa e na televisão. Pode-se ver uma paisagem devastada por uma motosserra. O texto afirma: ‘‘É preciso ser louco para destruir o clima. As mudanças climáticas: que podemos fazer.’’
Nesta campanha, especialistas estão à disposição das pessoas que querem tomar medidas em suas casas para reduzir o consumo de energia.
Apesar da fama de ecológicos, falta muito para os holandeses conseguirem reduzir até 2010 suas emissões de CO2 a 6% abaixo do nível de 1990, tal como o fixou o protocolo de Kioto em 1997. Em vez de diminuírem, as emissões aumentaram 12% entre 1990 e 1998.
Desde 1996, existe um serviço especial, criado pelo governo, encarregado de investir em projetos que permitam reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa.
Esta Agência de Planejamento para a Redução de CO2 tem um orçamento de 426 milhões de euros (US$ 370 milhões), dos quais quase a metade já foi utilizada.
‘‘Financiamos um terço dos custos dos projetos que selecionamos. Como se trata em geral de inovações, o projeto seria economicamente muito arriscado sem nossa ajuda’’, explicou, Jaap Verhoeff, um dirigente do programa.
Um dos projetos foi a construção de uma nova unidade da central elétrica de Geertruidenberg (sul do país) para queimar madeira de construção.
O gás emitido pela combustão da madeira é recuperado e reinjetado na parte da central que produz eletricidade e que funciona com carvão.
‘‘Isto nos permite queimar menos carvão e reduzir em 164 quilotoneladas o CO2 emitido na atmosfera’’, disse um chefe da agência.
A refinaria Shell, perto de Blieswijk (centro), envia parte de seu CO2 às estufas da empresa Bunnik que o utiliza para favorecer o crescimento das plantas. Aqui se reciclam 303 quilotoneladas de CO2.

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