Os países onde as mulheres têm mais acesso à educação, à propriedade e aos empregos apresentam níveis significativamente mais baixos de corrupção e pobreza, segundo os resultados de uma pesquisa do Banco Mundial (BIRD) divulgada ontem em Washington. Segundo o relatório, ‘‘os países com menores diferenças de tratamento dado a homens e mulheres nas áreas de educação, emprego e direito de propriedade não só apresentam níveis mais baixos de desnutrição e mortalidade infantil como também governos e negócios mais transparentes e crescimento econômico mais veloz’’. ‘‘Tais tendências, por sua vez, geram um círculo virtuoso que faz diminuir ainda mais a distância entre homens e mulheres’’, diz o informe do Banco Mundial. ‘‘As evidências neste relatório indicam que educação, saúde, produtividade, crédito e governo funcionam melhor quando há mulheres envolvidas (nestes processos)’’, disse Nicholas Stern, economista-chefe do BIRD.
O organismo multilateral de crédito diz que a pesquisa, intitulada ‘‘EnGendering Development’’, foi apresentada em coincidência com o Dia Internacional da Mulher, que é celebrado hoje.
‘‘É o estudo mais profundo até agora realizado sobre a distância entre homens e mulheres em países em desenvolvimento’’, diz a apresentação do informe.
‘‘Incentivar a igualdade entre os sexos – disse Stern – é um tema central na idéia do desenvolvimento com liberdade, da expansão dos regimes de governo baseados em eleições e do controle que as pessoas podem ter sobre suas próprias vidas.’’
Segundo Elilzabeth King, uma das autoras do estudo, ‘‘as disparidades entre os sexos estão estreitamente relacionadas com a pobreza’’.

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